O garoto acordou, abriu os olhos e lembrou de poucas horas atrás. Era noite, mas isso não importava. Seu corpo doeu como aviso, mas ele não precisava ser avisado. O quarto escuro lhe pesava como o homem, poucas horas atrás. Estava amarrado, mas nem tentou se mexer. Estava amordaçado, mas nem tentou gritar.
O vento brigava com a única janela do quarto. O garoto assistia sua miséria ali, no escuro. Sem vento e sem calor, sem drama e sem lágrimas. Caiu no sono pensando no que faria se o vento quebrasse a janela.