30.11.10

Mármore

Eu me sentei na janela, mas o pensamento sobre me jogar dela me veio meia hora antes disso. Agora só estou sentado aqui pelo vento. Balanço minhas pernas como um menino de 5 anos que espera a mãe entrar pelo portão da escola, mas eu não espero ninguém.

Na verdade, espero.

As pessoas passam, quatro andares abaixo de mim e nem se quer pensam que eu quero me jogar. Minha carência martela em minha mente e me faz querer que alguém me note lá de baixo. Suba as escadas, entre no meu apartamento, pegue meu violão e cante uma música que eu também sei cantar - como no filme.
Mas não. Meu violão não está em casa e a porta do meu apartamento está trancada.

Você terá que me salvar de outra maneira, pois o pensamento de pular voltou a minha cabeça