30.11.10

Para aprender a caçar.

Não queria acordar com ninguém estranho ocupando sua cama.
Havia nele uma saciação sexual que ele nunca havia experimentado. Talvez tivera adquirido com aquele último que se deitou em sua cama, mas ele não sabia, apostaria nisso e era isso que ele queria aquela noite.
Aguardava o homem no mesmo local onde sua memória lhe dizia que o havia encontrado uma outra vez, mas ele não tinha certeza, a vodka sempre o traia.
Perguntaria seu nome e nunca mais um estranho se deitaria naquela cama.
O homem não veio e ele voltou pra casa sozinho.
Até gostou da sensação, mas na verdade ele nunca lembrava de como voltava pra casa quando tinha alguém pra comer.

Por Emílio.