Os dois estavam parados, um em frente ao outro, como se não tivessem esperado a vida inteira por isso. Vinham se preparando desde que nasceram, ele mais que ela. Ele foi em direção a ela como se não fossem irmãos. Ela recuou, mas a parede deu seu veredito. Ele a empresou contra a parede roçando as pernas, os peitos. Não beijou, encostou sua cabeça na dela, orelha com orelha.
Ela queria que ele chupasse seus seios e ele queria que ela lhe fizesse um boquete.
Os dois se seguravam como alguém que nunca tinha pecado.
Sentaram na cama ainda de mãos dadas, mais por vontade dela do que dele. Ele suava, ela controlava a respiração como quem controla o desejo de trepar. Resolveu que não valia a pena. Pulou em cima dele como uma namorada sedenta por sexo. Ele nem lutou, ainda com as mãos juntas os dois se beijaram como se a porta do quarto estivesse fechada.