Esses dias, a noite, eu venho me lembrando daquele tempo. Me bate uma saudade daquele sentimento que sempre me lembrou a chuva, a mesma sensação. Aquela sensação de te amar, de ler seu blog desesperadamente sempre me lembrou a chuva. A realidade triste de saber que eu nunca poderia se quer cruzar com você no shopping, sempre me lembrou a chuva.
A cor do blog até hoje não me sai da cabeça.
Já a cor da pele, do cabelo, dos pêlos do seu peito, preciso das fotos que guardei no computador pra poder lembrar.
Pois é, garoto do blog, eu te amei, amei como se não te conhecesse só pelo blog, Amei como se você estivesse do meu lado, me amando de volta. Acho até que te amei por tempo demais. Acho que continuo te amando por tempo demais.
Mas vejam bem, eu me declarando no meu blog pra uma pessoa que provavelmente nem sabe do meu blog.
meio que ridículo.
E se eu disser que fiz twitter por você, lastfm por você, blog por você? Você nem sabe meu nome e toda minha vida online foi concebida graças a você. Um dia você colocou o link do seu blog no subnick do msn, ai eu me apaixonei. Você falou sobre a baleia do twitter, falou sobre correr na chuva enquanto voltava da faculdade e ficar resfriado por causa disso. Escreveu uma estória, o começo de um livro, me recordo bem, sobre você mesmo e tudo que você queria ser. Lembro que começava com uma partida de pôquer.
Naquela época eu achava um charme isso.
Aliás, um dia desses - muito tempo na verdade - você me mandou reply pois eu falei sobre pôquer no twitter.
Um dia desses eu te vi na twitcam.
Um dia desses eu parei de tentar parar de ama-lo.
Acho que falei demais.